Apenas 33 por cento das ajudas aprovadas pelo Governo aos agricultores
do Oeste, prejudicados em Dezembro do ano passado pelo mau tempo, foram
solicitadas ao Ministério da Agricultura e 10 milhões de euros
continuam a aguardar pedidos de pagamento dos homens que amanham a
terra. “Dos 19,4 milhões de euros de pedidos de ajuda solicitados
pelos agricultores, foram aprovados 14,5 milhões, relativos a 480
candidaturas que preencheram todos os requisitos. Mas destas, apenas
179 foram até agora objecto de pedidos de pagamento”, revelou à agência
Lusa fonte do referido ministério.
O montante total de ajudas aprovadas a agricultores com os pagamentos
ao fisco e segurança social em dia ascendeu a 14,5 milhões de euros,
mas o Governo só entregou até agora 4,8 milhões. “Os restantes quase 10
milhões não foram entregues por falta de pedidos de pagamento dos
agricultores”, adiantou aquela fonte, ressalvando que os pedidos ainda
podem ser feitos e que não têm prazo limite. O dinheiro vem tanto do
Orçamento do Estado como de fundos comunitários, segundo a mesma fonte,
que não soube precisar a percentagem de comparticipação nacional dos
apoios criados para ajudar os agricultores lesados pelo temporal que
assolou o Oeste no final de 2009.
Os agricultores que se candidataram às ajudas têm de
suportar 25 por cento do montante investido para repararem os estragos
do mau tempo, uma vez que as candidaturas prevêem que a ajuda estatal
não ultrapasse os 75 por cento da ajuda aprovada. Os primeiros
pagamentos começaram a ser feitos em Março deste ano, segundo o
ministério. Os estragos deixados pelo ciclone na madrugada do dia 23 de
Dezembro em sete concelhos do distrito de Lisboa custaram ao país
cerca de 63 milhões de euros, de acordo com as estimativas dos
prejuízos efectuadas na altura pelos municípios de Alenquer, Azambuja,
Cadaval, Lourinhã, Mafra, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras.
O concelho torriense foi o mais afectado pelo mau tempo, que
registou um rasto de destruição sobretudo no sector agrícola, com
estufas deitadas ao chão ou parcialmente destruídas, pondo
em causa a economia da fileira hortícola.