DIRECTOR: Fernando Miguel Silva  |  FUNDADOR: Pe. Joaquim Maria de Sousa Semanal - 27 de Agosto 2010
 
 
 
 
 
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Ajudas a agricultores do Oeste ainda por levantar

Apenas 33 por cento das ajudas aprovadas pelo Governo aos agricultores do Oeste, prejudicados em Dezembro do ano passado pelo mau tempo, foram solicitadas ao Ministério da Agricultura e 10 milhões de euros continuam a aguardar pedidos de pagamento dos homens que amanham a terra. “Dos 19,4 milhões de euros de  pedidos de ajuda solicitados pelos agricultores, foram aprovados 14,5 milhões, relativos a 480 candidaturas que preencheram todos os requisitos. Mas destas, apenas 179 foram até agora objecto de pedidos de pagamento”, revelou à agência Lusa fonte do referido ministério.

O montante total de ajudas aprovadas a agricultores com os pagamentos ao fisco e segurança social em dia ascendeu a 14,5 milhões de euros, mas o Governo só entregou até agora 4,8 milhões. “Os restantes quase 10 milhões não foram entregues por falta de pedidos de pagamento dos agricultores”, adiantou aquela fonte, ressalvando que os pedidos ainda podem ser feitos e que não têm prazo limite. O dinheiro vem tanto do Orçamento do Estado como de fundos comunitários, segundo a mesma fonte, que não soube precisar a percentagem de comparticipação nacional dos apoios criados para ajudar os agricultores lesados pelo temporal que assolou o Oeste no final de 2009.

Os agricultores que se candidataram às ajudas têm de   suportar 25 por cento do montante investido para repararem os estragos do mau tempo, uma vez que as candidaturas prevêem que a ajuda estatal não ultrapasse os 75 por cento da ajuda aprovada. Os primeiros pagamentos começaram a ser feitos em Março deste ano, segundo o ministério. Os estragos deixados pelo ciclone na madrugada do dia 23 de Dezembro em sete concelhos do distrito de Lisboa  custaram ao país cerca de 63 milhões de euros, de acordo com as estimativas dos prejuízos efectuadas na altura pelos municípios de Alenquer, Azambuja, Cadaval, Lourinhã, Mafra, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras.

O concelho torriense foi o mais afectado pelo mau tempo, que  registou um rasto de destruição sobretudo no sector agrícola, com estufas deitadas ao chão ou parcialmente destruídas, pondo   em causa a economia da fileira hortícola.

Autor: Redacção Data: 2010-09-03

 
     

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