DIRECTOR: Fernando Miguel Silva  |  FUNDADOR: Pe. Joaquim Maria de Sousa Semanal - 05 de Fevereiro 2010
 
 
 
 
 
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Grémio despede-se de Maria Manuel Henriques com grande ovação
Um “olé!” ao ritmo do flamenco

Foi por entre calorosos aplausos e animados “olés!” que Maria Manuel Henriques se despediu do Grémio Artístico Torreense onde, nos últimos 13 anos, construiu uma sólida classe de danças sevilhanas.

Pais dos alunos, familiares, amigos e direcção do Grémio juntaram-se na noite de sábado em mais um espectáculo memorável produzido pela professora “Mané” que, com apenas 31 anos de idade, deixa um marcante legado na colectividade. Ao ritmo do flamenco abriram-se garrafas de espumante, brindou-se à alegria e contagiou-se a assistência, que terminou a noite a dançar com os bailarinos do Grémio.

Para Maria Manuel Henriques “fechou-se um ciclo” de vida com as exigências profissionais a sobreporem-se às rumbas, aos fandangos, tangos, pasodobles e bulerias. Para o Grémio começa outra etapa, agora sem a Mané, mas com um legado de 30 alunos em permanência com idades entre os cinco e os 40 anos. “Já fomos o dobro mas perdemos um grupo grande de alunas que foram estudar para a faculdade”, conta Maria Manuel.

Precisamente o percurso inverso da professora de dança que teve de esperar pela entrada na universidade, em Lisboa, para dar ritmo à herança espanhola que traz nos genes. “Recordo-me que no dia em que entrei na faculdade, fui primeiro inscrever-me numa escola de sevilhanas e só a seguir fui à universidade.”

Ligada ao Grémio desde menina, onde cantava nos espectáculos de variedades, Mané depressa aceita, em 1997, o desafio de Leonor Madeira para ensinar à prata da casa “o que andava a aprender em Lisboa”. A aluna de Psicologia na capital torna-se em simultâneo uma professora de dança na cidade-natal, e às alunas da casa começam a juntar-se cada vez mais torrienses com sangue flamenco.

As turmas crescem, os espectáculos sucedem-se e Maria Manuel Henriques completa um ciclo pessoal 13 anos depois. No sábado, no espectáculo “Alegrias Flamencas”, que mostrou com coreografias os diversos ritmos flamencos, Mané despediu-se do Grémio com um alegre e comovido “olé!” e o Grémio despediu-se de Mané com um “obrigado”.

Autor: Inês Costa Data: 2010-02-05

 
     

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