Alinharam: António Timóteo (cap.),
David Paniágua, Leonel Lucas, Jalismar Gonçalves, Rodolfo Santos, Bruno
Ferreira, Ruben Ferreira, Rui Santos, Ivo Gil e Luís Lourenço.
O Académico de Penafirme deixou fugir uma vitória, que estava ao seu
alcance, por culpa própria. Foi a primeira derrota, contra um
concorrente directo. A equipa perdeu, em Oeiras, por 3-2, com os
seguintes parciais: 1.º set: 25-24; 2.º set: 15-25; 3.º set: 25-23; 4.º
set: 17-25; 5.º e último set: 15-8.
Num jogo que se esperava difícil para o CAP, a concentração permanente
ao longo de cada ponto do set seria a chave do sucesso, face a uma
equipa muito experiente, com jogadores habituados a ambientes de stress
competitivo. Entrando muito forte e com um bloco muito agressivo, o
marcador foi-se ampliando a favor do CAP, chegando aos 24-22. Mas, em
consequência de três erros de recepção, a equipa de Oeiras virou o 1º
set, vencendo e criando na equipa de Torres Vedras um sabor amargo,
pois a vitória esteve sempre ao seu alcance.
No 2º set, com mais uma entrada muito forte, o CAP não deu hipóteses e
venceu por claros 25-15. O 3º set foi uma cópia do 1.º, com o CAP a
deixar-se ultrapassar já nos vinte pontos. No 4º set o CAP vence de
novo por expressivos 25-17.
Entrava-se, assim, no 5º e derradeiro set, com o CAP a necessitar de
maior regularidade, pois é uma roleta russa que termina aos 15 pontos,
havendo mudança de campo aos oito. Mais uma vez o CAP não conseguiu
aguentar a pressão, mesmo jogando bem. Foi cometendo erros que tornaram
quase impossível a recuperação, mudando de campo com 8-2 para a equipa
de Oeiras, com recepções desastradas e ataques inconsequentes, o jogo
estava perdido e a vontade de sair de Oeiras invicto esfumou-se.
Resta ao CAP recuperar animicamente pois a próxima jornada é em Lisboa,
face à Associação Três Toques, e o objectivo só passa por atingir mais
uma vitória por 3-0 para continuar com o objectivo de disputar o título.
António Timóteo e Rui Santos