DIRECTOR: Fernando Miguel Silva  |  FUNDADOR: Pe. Joaquim Maria de Sousa Semanal - 05 de Fevereiro 2010
 
 
 
 
 
  Cinemas
  Teatro
  Música
  Dança
  Exposições
  Bibliotecas
  Bares
  Fado
  Workshops
  Conferências
  Formação
  Carnaval
  Colheita de Sangue
  Passeios
  Peregrinações
  Feiras
  Festas
  Outros
 
  Links
 
 
Em Foco
Inquérito pelas ruas da cidade
É Carnaval ninguém leva a mal!

Badaladas foi para as ruas da cidade de Torres Vedras tentar saber o que pensam e como vivem as pessoas o “Carnaval mais português de Portugal”, ou seja, o Carnaval de Torres, este ano sob o tema das “Invasões”.

Da conversa entabulada com oito cidadãos damos conta no inquérito que se segue, sendo certo que alguns deles são foliões ferrenhos outros nem tanto, outros ainda são bastante críticos do evento e, se pudessem, mudavam alguma coisa do actual figurino da festa, inclusive de local.

Leia o resultado da conversa havida e as novidades que ela revela...


Teresa Antunes – 74 anos
Reformada – Torres Vedras

Eu não vivo o Carnaval agora. Quando era nova vivia. Estou a morar mesmo dentro do corso e aquilo é uma barulheira toda a noite e todo o dia, que eu não consigo descansar. Nestes últimos anos até saio, já não gosto. E este ano é ainda mais fantochada pelo que está ali. O Carnaval é uma coisa muito antiga em Torres Vedras. Por mim mudava-o para outro local, para a ExpoTorres por exemplo, mas tinham de tapar o recinto todo para que as pessoas não vissem o que se passava lá dentro.


Telmo Vaza  – 20 anos
Estudante – Ribeira de Pedrulhos

Vivo em festa com os colegas, divertimo-nos em grupo. Aproveito ao máximo, faço só uma folgazita para recuperar as forças.
Não faria nada para mudar, o Carnaval de Torres está bem como está.


Fátima Bento – 44 anos
Desempregada – Torres Vedras

Sempre vivi o Carnaval com muita intensidade, mas detestei o Carnaval passado. Achei atípico, que já não era o Carnaval de Torres Vedras. Achei que fomos “invadidos” por pessoas que não são da nossa zona e não percebem como é que brincamos. Achei que houve muita violência, álcool e droga.
Concordo com a localização, embora haja sempre gente que fica prejudicada e outra que acha muita graça.


José Piáça – 70 anos
Barbeiro – Torres Vedras

Gosto de ir ao Carnaval com o meu afilhado. Gosto de tudo do Carnaval. Vejo tudo do princípio ao fim, nos dias todos. Mas o Carnaval da noite é diferente. É mais divertido. Brinca-se mais.
Era capaz de tirar o Carnaval daqui e pô-lo noutro lado, lá para baixo por exemplo. Era muito melhor. Porque o Carnaval aqui no centro da cidade estraga muita coisa. É só por isso.


Cesário Mota – 70 anos
Reformado – Torres Vedras

Eu não gosto de Carnaval. Só gosto de ver o corso das crianças.
Não mudava nada, acho que está bem. Eu não gosto, mas há quem goste. Acho que o corso dentro da cidade fica melhor do que pô-lo lá em baixo na ExpoTorres. Se o mudassem para lá, as pessoas iam manter-se no centro e ninguém ia lá para baixo. As pessoas gostam de estar nas ruas.


Andreia Alves – 20 anos
Desempregada – Ericeira

Não sou aqui de Torres Vedras, não vivo o Carnaval com muita intensidade. Mas gosto e venho a Torres Vedras. Gosto mais do Carnaval da noite, acho que se consegue ver mais.
Não sei o que poderia mudar no Carnaval de Torres, está tudo bem. Mudaria, se calhar, o preço da bilheteira, para um bocadinho mais barato.


Giovanni Botas – 36 anos
Vendedor ambulante – Torres Vedras

O Carnaval de Torres é muito bonito. Venho sempre ao Carnaval, mas não me mascaro. Gosto mais do Carnaval da noite, tem mais gente.
Não mudava nada no Carnaval, só o clima, para ficar mais quente. Prefiro o Carnaval no centro da cidade, porque é o antigo, é a tradição de Torres Vedras.


Isabel Silva – 59 anos
Vendedora ambulante – Fonte Grada

O meu Carnaval é para vender castanhas. Não digo que não gosto de ver, porque gosto. Só não gosto daquelas brincadeiras com água. Acho muito bonito o corso das crianças. Houve um ano que fizeram um corso com velhotes, que eu gostei muito também. Gostava do Carnaval como era há 40 anos, enfeitado com umas flores plásticas, era totalmente diferente, mas era muito bonito e não ficava tão caro.


Ana Alcântara  |  Fernando Miguel 
Autor: Jornalistas BADALADAS Data: 2010-02-05

 
     

© COPYRIGHT BADALADAS, 2004-2010 PORTUGAL