A Comunidade Intermunicipal do Oeste
(OesteCim) deliberou na passada semana, por unanimidade, dar um prazo
de 30 dias à ministra da Saúde, Ana Jorge, para anunciar os
investimentos na área da saúde previstos no Plano de Compensações para
o Oeste.
“Vamos enviar uma carta a dar um prazo de 30 dias à ministra da Saúde
para vir aqui ao Oeste discutir a calendarização dos investimentos na
área da saúde, tendo em conta o Plano de Acção Oeste”, disse à Lusa o
presidente da OesteCim, Carlos Lourenço (PSD).
Ao Badaladas, a titular da pasta da Saúde afirmou que virá ao Oeste
reunir com os presidentes das câmaras brevemente, bastando para tal
acertar as agendas.
O Plano de Acção anunciado em Setembro de 2008 previa na área da saúde
a construção do Hospital Oeste-Norte e a remodelação ou
construção de um novo hospital de Torres Vedras - Oeste-Sul.
“É evidente que o que nós queremos é o anúncio dos novos hospitais,
Oeste-Norte e Oeste Sul”, concretiza Carlos Lourenço em nome dos
autarcas, que perante o atraso no anúncio da localização do novo
hospital Oeste-Norte (disputada pelos concelhos de Caldas da Rainha e
Alcobaça) exigem agora a presença da ministra até 28
deste mês.
“Compreendemos o atraso, devido à realização de três eleições e ao
período de adaptação do novo Governo, mas já chega de atrasos e
queremos de uma vez por todas que os investimentos sejam anunciados e
calendarizados”, sublinha o mesmo responsável.
Entretanto, segundo fonte próxima do Ministério da Saúde, com a
construção da nova unidade hospitalar em Loures adivinha-se uma
reconfiguração das necessidades do Oeste, uma vez que os concelhos de
Mafra e Sobral de Monte Agraço passam a ter como hospital de referência
a nova infraestrutura construída a norte de Lisboa.
Ao que tudo indica está neste momento a ser equacionada a
requalificação do Hospital Distrital das Caldas da Rainha e a
construção do Hospital Oeste-Sul numa zona situada a norte da cidade de
Torres Vedras, nas proximidades da A8.
Ainda seguindo a política de racionalização de recursos humanos e
técnicos é expectável que entre estes dois hospitais sejam divididos os
serviços de Oncologia e Maternidade, com os utentes de uma e outra
especialidade a serem encaminhados apenas para uma das unidades.
*com Lusa