DIRECTOR: Fernando Miguel Silva  |  FUNDADOR: Pe. Joaquim Maria de Sousa Semanal - 27 de Agosto 2010
 
 
 
 
 
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Em Foco
Empresário torriense vende parte da loja
Câmara compra a Casa Primavera

A Câmara Municipal de Torres Vedras comprou por 200 mil euros uma parte da conhecida loja de enxovais Casa Primavera.
A proposta surgiu inicialmente há cerca de um ano e partiu do próprio empresário e proprietário do espaço, Joaquim José Vidal Severino.

A ideia materializou-se com o executivo a aprovar por unanimidade a compra de 200 metros quadrados da loja no passado dia 31 de Agosto, durante a reunião de Câmara. Cerca de 60 mil euros serão pagos ao proprietário em Outubro e o restante montante em Maio de 2011. A loja fecha portas a 28 de Fevereiro.

Carlos Miguel considera a aquisição “uma mais-valia” e diz que a verba negociada satisfaz tanto o vendedor como o comprador e está dentro dos parâmetros para um espaço no centro histórico.

A autarquia fica assim com parte da loja, contígua ao edifício dos Paços do Concelho, para onde pretende deslocar os serviços de Apoio à Juventude, que funcionam actualmente num prédio alugado na praceta padre Joaquim Maria de Sousa, a par com os serviços de Apoio à Toxicodependência.

Joaquim José Severino disse ao Badaladas que “a firma está em dificuldades”, daí ter equacionado a venda de parte do espaço. “Ficamos com 700 m2 e ainda temos umas boas instalações”, sublinha o empresário.

Com as portas abertas há 65 anos, a Casa Primavera chegou a ter em tempos 25 funcionários. Actualmente são 12. Vidal Severino diz que as dificuldades se prendem unicamente com a crise económica que se vive no país e com os “ataques isolados ao comércio, como as lojas dos chineses que vão aparecendo”.

Mas o principal factor “é o desaparecimento do intermediário”. E exemplifica: “eu vendia as lonas para as barracas das praias todas por aí abaixo, agora só há um fabricante e entrou em relação directa com os homens das barracas e vende tudo directo”.

Para tentar combater a tendência, há cerca de dois anos que a loja estabeleceu acordos com instituições e empresas com a atribuição de descontos especiais. “Esse é o futuro da casa, até podemos deixar de vender um ou outro artigo, mas vamos para a frente“, garante o empresário, que é empregado ofical da Casa Primavera há 58 anos, mas no dia em que a loja inaugurou já vendia atrás do balcão, apoiado num caixote que lhe conferia a altura que lhe faltava aos seus oito anos de idade.

Autor: Eunice Francisco Data: 2010-09-03

 
     

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